Piso salarial Polícia Militar


Artigo Publicado em: Emprego


Algumas dúvidas trabalhistas pairam na cabeça do brasileiro com frequência: como é possível, por exemplo, vereadores de diferentes cidades terem salários diferentes, já que equivalem à mesma vaga? E juízes? Se o cargo é público e concursado, por que, dependendo do Estado, o valor monetário repassado é de tamanha diferença?

Entre tais profissões, outra neste aspecto se destaca: a de Policial Militar, que dependendo do distrito que representa em nosso país, tem salários bastante diferentes, o que deixa as pessoas intrigadas e os próprios profissionais com a interrogação em relação aos outros Estados, não conseguindo entender tamanha diferença pela mesma função.

No entanto, a explicativa é simples, já que, como o cargo é público e os departamentos de segurança são estaduais, são os governos de tais organizações que estipulam os aumentos e pisos salariais destes profissionais, o que, por conta disto, justifica certos protestos de parte da classe em alguns distritos, mas a não aderência em outras unidades da República.

Portanto, dentro do país é possível encontrar diferentes valores financeiros para a mesma categoria. No Distrito Federal, por exemplo, o salário-base gira em torno de quase R$ 5 mil mensais. Já em Roraima se encontra o menor piso, com salário que beira os R$ 800,00 por mês, o que dá pouco mais de um salário-mínimo.

Por outro lado, em São Paulo, que é representado pelas decisões da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), o valor repassado para profissionais da área é estimado, na atualidade, em R$ 2.200,00 mensais, o que representa o nono maior pagamento do país para o setor.

Por sinal, tal valor também representa uma média aproximada do piso nacional. Para se ter uma ideia, 14 Estados adotam medida semelhante, remunerando seus profissionais da segurança com pagamento entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, enquanto quatro distritos pagam acima de tal marca e os demais nove – incluindo o Distrito Federal – tem o piso abaixo do referido salário.

Com isso, não é novidade as diferentes formas de protesto da categoria, mas, quase que de maneira unânime, as exigências de melhorias salariais são solicitadas. Em alguns Estados, a situação chegou ao ponto de greves totais ou parciais dos policiais militares, principalmente entre os que recebem salários abaixo da média nacional, sendo que boa parte teve suas reivindicações atendidas.

Já entre os que recebem acima do piso nacional, a luta não tem sido por melhores salários – apenas casos isolados querendo uma equiparação em relação aos serviços do Exército –, mas sim, em grande quantidade, pela redução da jornada de trabalho.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *